Escolas de Chelsea alertam famílias sobre atividade do ICE na cidade
Superintendente confirma agentes perto de escolas na quarta; ICE nega mira em escolas
Jornalista
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As Escolas Públicas de Chelsea enviaram um aviso às famílias sobre atividade reportada do ICE Chelsea na cidade. A superintendente Almi G. Abeyta confirmou ao NBC Boston que a equipe teve conhecimento direto de agentes perto de algumas escolas na quarta-feira.
O alerta saiu antes da saída das aulas. Abeyta pediu atenção e cuidado na hora de buscar as crianças. Ela também recomendou que alunos caminhem em grupo ou sigam direto para casa ou para atividades da tarde.
Segundo o GBH News. A mensagem da superintendente diz que as escolas seguem a orientação da Procuradoria-Geral de Massachusetts. Também cita a lei estadual PROTECT. O texto afirma que as escolas continuarão sendo espaços seguros para aprender.
O que o distrito disse às famílias
Mayra Balderas, do Comitê Escolar de Chelsea, falou à Telemundo Nueva Inglaterra. Ela afirmou que a carta avisou sobre agentes na cidade. Disse que o documento não colocava os agentes dentro das escolas.
Balderas explicou que o objetivo era pedir precaução a quem circulasse por Chelsea ou fosse buscar filhos. O distrito, segundo ela, já tem protocolo para esse tipo de situação.
Abeyta disse ao NBC Boston que sua maior preocupação é o medo. Ela teme que pais deixem de mandar os filhos à escola. Na quinta-feira, após o aviso, um pequeno grupo de alunos faltou às aulas.
O distrito reforçou a equipe na saída. Para a superintendente, a presença extra de funcionários ajuda a acalmar as famílias e a reforçar a confiança.
Encontro filmado e resposta do ICE
A organização La Colaborativa também reagiu. A diretora executiva Gladys Vega falou ao NBC Boston. Ela disse que o grupo acompanha relatos de fiscalização em Chelsea e cidades vizinhas.
Na manhã de quinta-feira, Vega registrou em vídeo um encontro com agentes de imigração em Chelsea. Segundo o relato, os agentes interrogaram um homem e depois o liberaram.
O homem pediu para não ser identificado. Disse ao NBC Boston e à Telemundo que é residente legal e que ainda tremia depois do episódio. Vega afirmou que a presença de defensores da comunidade mudou o desfecho.
Em resposta a perguntas da imprensa, o ICE reiterou que não tem escolas como alvo. A agência também disse que, por segurança operacional, não revela nem comenta operações policiais. A resposta não esclareceu se agentes atuaram perto dos pontos de entrada e saída citados pelo distrito.
Relatos em outras cidades da região
Ativistas citados pela Telemundo disseram ter filmado presença do ICE em Everett, East Boston, Revere, Malden, Chelsea, Winthrop e Melrose. Esses relatos partem de grupos locais e não foram detalhados em comunicado oficial do ICE Boston nesta semana.
Em Revere, a mãe Carmen Chicas falou ao NBC Boston. Ela tenta tranquilizar a filha sem deixar o medo atrapalhar a escola. A menina, segundo ela, pergunta o que fazer se alguém tentar separar a família.
La Colaborativa afirmou que passa a atender famílias por telefone, de forma virtual e também em visitas domiciliares. Vega disse que o grupo ajudaria alunos a sair da escola com mais segurança.
Contexto da lei PROTECT e o tribunal de Chelsea
O episódio ocorre no mesmo período em que parte da lei PROTECT entrou em vigor. A regra estadual limita prisões civis de imigração dentro e ao redor de tribunais sem mandado judicial. O Em Boston já descreveu essas novas regras para prisões do ICE nos tribunais de Massachusetts.
No dia 3 de novembro, Gladys Vega falou ao GBH News. Ela disse ter visto a detenção de um jovem dentro do tribunal de Chelsea. Segundo ela, agentes agiram sem mostrar mandado. Brenda Romero, outra testemunha citada pela emissora, descreveu a mesma cena.
O sistema de tribunais de primeira instância confirmou ao GBH que a detenção ocorreu na terça-feira. A porta-voz Jennifer Donahue lembrou a política do tribunal. Funcionários não podem interferir nem ajudar autoridades federais de imigração numa prisão.
O nome do detido não foi divulgado. Por isso, o GBH informou que não há como checar no MassCourts se havia mandado judicial naquele momento. A porta-voz da Procuradoria-Geral, Molly McGlynn, falou ao GBH. Segundo ela, o gabinete está ciente e em contato com o tribunal e com a La Colaborativa.
O que se sabe sobre o ICE Chelsea até agora
Há três pontos confirmados por autoridades locais ou pela cobertura de veículos que as ouviram. O distrito escolar enviou o aviso sobre o ICE Chelsea. A superintendente descreveu agentes perto de escolas na quarta-feira. E o tribunal confirmou uma detenção na terça-feira.
O ICE nega mira em escolas e não comenta operações. Não há, nesta cobertura, balanço oficial de quantas pessoas foram detidas em Chelsea nesta semana.
Para famílias brasileiras da região, o alerta do ICE Chelsea tem impacto prático imediato. O aviso escolar muda a rotina de entrada e saída. Organizações locais pedem atenção redobrada e contato com redes de apoio.
Operações recentes do ICE em Massachusetts já geraram matérias no Em Boston. Um exemplo é a prisão relatada em Weymouth de um brasileiro procurado pela Justiça do Brasil. Outro caso é o de um brasileiro detido após saída da custódia estadual. Os casos anteriores partem de anúncios da própria agência. O quadro atual do ICE Chelsea ainda depende do relato do distrito, de ativistas e da imprensa local.
Créditos da imagem de capa: aviso das Escolas Públicas de Chelsea reproduzido pelo NBC Boston.
Fonte:NBC Boston(abre em nova aba)



