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Escolas de Chelsea alertam famílias sobre atividade do ICE na cidade

Superintendente confirma agentes perto de escolas na quarta; ICE nega mira em escolas

Da Redação

Jornalista

Publicado em

5 min de leitura

Aviso das Escolas Públicas de Chelsea sobre atividade reportada do ICE na cidade
Neste artigo

As Escolas Públicas de Chelsea enviaram um aviso às famílias sobre atividade reportada do ICE Chelsea na cidade. A superintendente Almi G. Abeyta confirmou ao NBC Boston que a equipe teve conhecimento direto de agentes perto de algumas escolas na quarta-feira.

O alerta saiu antes da saída das aulas. Abeyta pediu atenção e cuidado na hora de buscar as crianças. Ela também recomendou que alunos caminhem em grupo ou sigam direto para casa ou para atividades da tarde.

Segundo o GBH News. A mensagem da superintendente diz que as escolas seguem a orientação da Procuradoria-Geral de Massachusetts. Também cita a lei estadual PROTECT. O texto afirma que as escolas continuarão sendo espaços seguros para aprender.

O que o distrito disse às famílias

Mayra Balderas, do Comitê Escolar de Chelsea, falou à Telemundo Nueva Inglaterra. Ela afirmou que a carta avisou sobre agentes na cidade. Disse que o documento não colocava os agentes dentro das escolas.

Balderas explicou que o objetivo era pedir precaução a quem circulasse por Chelsea ou fosse buscar filhos. O distrito, segundo ela, já tem protocolo para esse tipo de situação.

Abeyta disse ao NBC Boston que sua maior preocupação é o medo. Ela teme que pais deixem de mandar os filhos à escola. Na quinta-feira, após o aviso, um pequeno grupo de alunos faltou às aulas.

O distrito reforçou a equipe na saída. Para a superintendente, a presença extra de funcionários ajuda a acalmar as famílias e a reforçar a confiança.

Encontro filmado e resposta do ICE

A organização La Colaborativa também reagiu. A diretora executiva Gladys Vega falou ao NBC Boston. Ela disse que o grupo acompanha relatos de fiscalização em Chelsea e cidades vizinhas.

Na manhã de quinta-feira, Vega registrou em vídeo um encontro com agentes de imigração em Chelsea. Segundo o relato, os agentes interrogaram um homem e depois o liberaram.

O homem pediu para não ser identificado. Disse ao NBC Boston e à Telemundo que é residente legal e que ainda tremia depois do episódio. Vega afirmou que a presença de defensores da comunidade mudou o desfecho.

Em resposta a perguntas da imprensa, o ICE reiterou que não tem escolas como alvo. A agência também disse que, por segurança operacional, não revela nem comenta operações policiais. A resposta não esclareceu se agentes atuaram perto dos pontos de entrada e saída citados pelo distrito.

Relatos em outras cidades da região

Ativistas citados pela Telemundo disseram ter filmado presença do ICE em Everett, East Boston, Revere, Malden, Chelsea, Winthrop e Melrose. Esses relatos partem de grupos locais e não foram detalhados em comunicado oficial do ICE Boston nesta semana.

Em Revere, a mãe Carmen Chicas falou ao NBC Boston. Ela tenta tranquilizar a filha sem deixar o medo atrapalhar a escola. A menina, segundo ela, pergunta o que fazer se alguém tentar separar a família.

La Colaborativa afirmou que passa a atender famílias por telefone, de forma virtual e também em visitas domiciliares. Vega disse que o grupo ajudaria alunos a sair da escola com mais segurança.

Contexto da lei PROTECT e o tribunal de Chelsea

O episódio ocorre no mesmo período em que parte da lei PROTECT entrou em vigor. A regra estadual limita prisões civis de imigração dentro e ao redor de tribunais sem mandado judicial. O Em Boston já descreveu essas novas regras para prisões do ICE nos tribunais de Massachusetts.

No dia 3 de novembro, Gladys Vega falou ao GBH News. Ela disse ter visto a detenção de um jovem dentro do tribunal de Chelsea. Segundo ela, agentes agiram sem mostrar mandado. Brenda Romero, outra testemunha citada pela emissora, descreveu a mesma cena.

O sistema de tribunais de primeira instância confirmou ao GBH que a detenção ocorreu na terça-feira. A porta-voz Jennifer Donahue lembrou a política do tribunal. Funcionários não podem interferir nem ajudar autoridades federais de imigração numa prisão.

O nome do detido não foi divulgado. Por isso, o GBH informou que não há como checar no MassCourts se havia mandado judicial naquele momento. A porta-voz da Procuradoria-Geral, Molly McGlynn, falou ao GBH. Segundo ela, o gabinete está ciente e em contato com o tribunal e com a La Colaborativa.

O que se sabe sobre o ICE Chelsea até agora

Há três pontos confirmados por autoridades locais ou pela cobertura de veículos que as ouviram. O distrito escolar enviou o aviso sobre o ICE Chelsea. A superintendente descreveu agentes perto de escolas na quarta-feira. E o tribunal confirmou uma detenção na terça-feira.

O ICE nega mira em escolas e não comenta operações. Não há, nesta cobertura, balanço oficial de quantas pessoas foram detidas em Chelsea nesta semana.

Para famílias brasileiras da região, o alerta do ICE Chelsea tem impacto prático imediato. O aviso escolar muda a rotina de entrada e saída. Organizações locais pedem atenção redobrada e contato com redes de apoio.

Operações recentes do ICE em Massachusetts já geraram matérias no Em Boston. Um exemplo é a prisão relatada em Weymouth de um brasileiro procurado pela Justiça do Brasil. Outro caso é o de um brasileiro detido após saída da custódia estadual. Os casos anteriores partem de anúncios da própria agência. O quadro atual do ICE Chelsea ainda depende do relato do distrito, de ativistas e da imprensa local.

Créditos da imagem de capa: aviso das Escolas Públicas de Chelsea reproduzido pelo NBC Boston.

Fonte:NBC Boston(abre em nova aba)

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